Idealizadora do ato “Você Não Está Só”, ela mobiliza corredores, crews e voluntários em uma grande ação de doação de sangue no Hemorio
Em um cenário em que o individualismo muitas vezes fala mais alto, Bruna Bispo escolheu caminhar na direção oposta. Sua história recente não é apenas sobre superação pessoal, é sobre como transformar vivências difíceis em propósito coletivo. No dia 31 de janeiro, às 8h, no Hemorio Centro, Bruna protagoniza e convoca um ato de amor e vida que vai muito além do esporte: uma grande mobilização de doação de sangue reunindo corredores de rua, crews, caminhantes e pessoas comuns dispostas a salvar vidas.
Intitulado “Você Não Está Só”, o movimento nasce do entendimento de que a união tem força real, concreta e urgente. Em uma cidade pulsante como o Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas dependem diariamente de transfusões, a iniciativa surge como resposta direta a uma necessidade social crítica: estoques de sangue precisam de doadores constantes. Bruna compreendeu que sua voz, seu exemplo e sua capacidade de mobilização poderiam fazer a diferença. E decidiu agir.
A corrida de rua, tão presente na vida de Bruna e de milhares de pessoas, torna-se linguagem e ponte. Não se trata de tempos, pódios e medalhas. Trata-se de percorrer quilômetros simbólicos rumo à empatia, à responsabilidade coletiva e à esperança. A orientação é clara e cheia de significado: vista a blusa da sua crew, leve sua bandeira e mostre apoio à causa. A imagem é potente grupos diferentes, unidos por um mesmo objetivo, ocupando o espaço com amor ao próximo.
Para Bruna, essa convocação é profundamente pessoal. Ao longo de sua trajetória, ela enfrentou momentos em que a sensação de solidão parecia inevitável. A superação veio quando percebeu que ninguém atravessa desafios sozinho e que oferecer apoio pode ser, ao mesmo tempo, cura e caminho. O movimento “Você Não Está Só” nasce exatamente desse lugar: do encontro entre vulnerabilidade e ação.
“Houve dias em que eu precisei ser forte sem saber de onde tirar forças. E foi ali que aprendi que ninguém precisa caminhar sozinho. Hoje, tudo o que eu faço é para lembrar as pessoas disso: você não está só. Quando a gente se une, a dor vira propósito e o amor vira atitude”, declara Bruna, emocionada.
A escolha do Hemorio não é aleatória. Referência em hematologia no estado do Rio de Janeiro, o instituto depende da solidariedade contínua para manter seus estoques e atender hospitais de toda a rede. Cada doação representa múltiplas vidas alcançadas por pacientes em cirurgias, tratamentos oncológicos, emergências e doenças crônicas. Ao levar a comunidade da corrida para dentro dessa realidade, Bruna amplia horizontes e conecta mundos que muitas vezes não se encontram.
O convite é aberto, inclusivo e afetivo. Não importa o ritmo, a distância percorrida ou a experiência prévia. Importa estar presente, somar, transformar quilômetros em esperança. O gesto simples de doar sangue ganha, nesse contexto, contornos de manifesto: cuidar do outro é um ato revolucionário.
Ao longo do processo de construção dessa ação, Bruna se consolidou como uma liderança inspiradora especialmente entre as mulheres. Sua postura, firme e sensível, prova que protagonismo não se impõe: se constrói com coerência, entrega e verdade. Ao compartilhar sua história e convidar à ação, ela inspira outras mulheres a ocuparem espaços de liderança, a acreditarem em suas ideias e a entenderem que empatia também é força.
“Se a minha história puder encorajar uma mulher a acreditar mais em si, já valeu. Se uma pessoa sair viva porque alguém decidiu doar sangue, então o amor venceu. É por isso que eu continuo”, reforça Bruna.
O ato de amor e vida do dia 31 de janeiro marca o início de um ano que Bruna deseja que seja guiado por consciência coletiva e compromisso social. Mais do que um evento pontual, a ação simboliza um chamado: olhar para o lado, estender a mão e agir agora porque, amanhã, pode ser alguém que você ama.
Em tempos em que tantas pessoas se sentem invisíveis, Bruna Bispo reafirma, com atitude, uma mensagem essencial: ninguém está sozinho quando escolhe caminhar junto. E quando essa caminhada salva vidas, ela se transforma em legado.
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