Critérios: relevância histórica, influência cultural, reconhecimento popular, contribuição ao tradicionalismo e longevidade artística.
1️⃣ Luiz Marenco
Referência máxima da música campeira. Voz grave, interpretação profunda e letras que exaltam o homem do campo, a solidão e a essência gaúcha.
2️⃣Grupo Cordiona
Um dos grupos mais importantes da música gaúcha. Unem tradição, e identidade , levando o acordeon gaúcho a novas gerações sem perder a essência. Animando bailes no RS/SC/PR.
3️⃣ Baitaca
Popularizou a música gaúcha em todo o Brasil. Linguagem simples, direta e extremamente conectada ao cotidiano do povo do interior.
4️⃣ César Oliveira
Poeta, compositor e cantor. Suas músicas são verdadeiros manifestos culturais, defendendo identidade, história e valores do Rio Grande.
5️⃣ Pedro Ortaça
Um dos últimos grandes ícones dos festivais nativistas. Sua obra mistura poesia, regionalismo e sentimento fronteiriço.
6️⃣ Shana Müller
Grande representante feminina da música gaúcha. Voz marcante, forte presença cênica e importante papel na renovação do tradicionalismo.
7️⃣ Érlon Péricles
Letrista sensível, intérprete refinado e muito respeitado nos festivais. Letras profundas e interpretação emocional.
8️⃣ Joca Martins
Cantor, compositor e apresentador. Fundamental na difusão da música gaúcha para além do Sul, especialmente através da televisão.
9️⃣ Mano Lima
Conhecido pelo humor aliado à tradição. Suas músicas contam histórias do campo com carisma, identidade e autenticidade.
🔟 Adair de Freitas
Poeta e compositor consagrado, autor de clássicos do nativismo. Forte presença nos festivais e na formação cultural gaúcha.
A música gaúcha não é apenas um gênero musical. Ela é memória, identidade, resistência cultural e expressão viva da história do Rio Grande do Sul. Em um mundo cada vez mais globalizado, onde tendências passam rápido, a música nativista segue firme, sustentada por artistas que transformaram o canto do campo em patrimônio cultural.
Nomes como Luiz Marenco e Pedro Ortaça representam a essência mais profunda do homem campeiro — aquele que fala pouco, sente muito e carrega no silêncio a força da terra. Suas músicas atravessam gerações e seguem atuais porque falam de sentimentos universais: amor, saudade, pertencimento e dignidade.
Ao mesmo tempo, artistas como Baitaca e Mano Lima mostraram que a música gaúcha também pode ser popular, acessível e divertida, sem perder suas raízes. Eles levaram o sotaque, o vocabulário e as histórias do interior para palcos nacionais, aproximando o tradicionalismo do grande público.
A sofisticação musical ganhou destaque, o Grupo Cordiona que elevaram o acordeon gaúcho a outro patamar, tocando em bailes na região Sul do País, enquanto poetas como César Oliveira, Érlon Péricles e Adair de Freitas eternizaram versos que poderiam facilmente estar em livros de literatura regional.
A presença feminina, por muito tempo limitada, ganhou força com artistas como Shana Müller, que representa não apenas a voz da mulher gaúcha, mas também a renovação estética e interpretativa do gênero.
Esses artistas seguem vivos — não apenas biologicamente, mas culturalmente. Estão presentes em festivais, palcos, rodas de mate, galpões, rádios e agora também nas plataformas digitais. São eles que garantem que a música gaúcha não seja apenas lembrança, mas presente e futuro.
Enquanto houver alguém cantando sobre a querência, o mate, o cavalo, o amor simples e a terra vermelha, o Rio Grande do Sul seguirá vivo em forma de música.












