O maior Carnaval em linha reta da América Latina trouxe repertório para diversos gostos na última segunda-feira (16). O Marco Zero congregou desde manifestações tradicionais até performances de peso da música contemporânea. Pelo fim da tarde, o Recife Matriz da Cultura Popular abriu os trabalhos com o Encontro de Blocos Líricos, aquecendo a multidão que começava a se concentrar no bairro do Recife. Na sequência, Maestro Forró e a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério (OPBH) subiram ao palco com participações especiais de Juliana Linhares e Martins. Depois, DJ Alok assumiu os equipamentos e incendiou os presentes com batidas eletrônicas. Dando sequência, Seu Jorge entregou um espetáculo de MPB que arrebatou os corações dos festeiros. Fechando a noite, Nação Zumbi encerrou a programação, com participação especial dos Devotos, ecoando o manguebeat pela madrugada.
Natural de Fortaleza (CE), a designer gráfica Camila Rodrigues, 26, veio ao Recife exclusivamente para ver Alok. “Acompanho desde quando começou a despontar na cena eletrônica. Convenci três amigas e pegamos um voo direto segunda de manhã. Ver a multidão pulando sincronizada, com a iluminação impecável, foi uma experiência única. Tenho admiração gigantesca por DJs brasileiros que conquistaram reconhecimento internacional e continuam se apresentando em eventos gratuitos como esse. Mal acreditava que estava ali, a poucos metros do palco, curtindo set completo sem pagar ingresso absurdo. Recife nos presenteou com estrutura de festival grande em pleno Centro Histórico. Valeu cada centavo da passagem aérea.”
A presença de Alok no Carnaval 2026 também ganhou escala digitalmente, com forte repercussão em redes sociais e plataformas de conteúdo, tornando-se uma verdadeira vitrine para as cidades visitadas e fortalecendo o posicionamento do Carnaval brasileiro no mapa global de entretenimento.
“O Carnaval do Brasil é um eixo central da minha agenda global. É um momento em que música, cultura e espaço público se encontram em uma escala que nenhum outro evento oferece. Estar no Brasil nessa data não é apenas uma escolha artística, é uma decisão estratégica: aqui eu consigo ampliar alcance, fortalecer conexão com o público e experimentar formatos que depois dialogam com palcos e festivais do mundo inteiro. Também tenho a possibilidade de ampliar alcance de marca, fortalecer parcerias e gerar conteúdo com relevância global, ao mesmo tempo em que mantenho uma conexão direta com a cultura que me formou como artista”, diz Alok.









