A recente revelação da influenciadora Virginia Fonseca sobre seu diagnóstico de alopecia areata, uma condição de queda de cabelo acentuada provocada por picos de estresse, acendeu um alerta sobre os limites do corpo. O caso, que dominou as redes sociais, evidencia como o esgotamento emocional impacta diretamente a estética. De acordo com a Dra. Thayla Ferrari, o problema ocorre porque o estresse severo afeta diretamente as “usinas” de energia das nossas células, as mitocôndrias.
“O estresse provoca dano mitocondrial e pode desencadear a morte celular programada, conhecida biologicamente como apoptose, ou a morte celular acidental, provocando necrose. Isso acaba destruindo os folículos e impedindo o crescimento de novos”, explica a especialista.
O papel da modulação mitocondrial Quando o organismo entra em colapso por esgotamento, ele prioriza as funções e órgãos vitais. Como consequência, a saúde capilar é a primeira a sofrer. A Dra. Thayla Ferrari esclarece que, para reverter quadros como o da influenciadora e frear a queda, o foco do tratamento deve ir na raiz do problema celular, recuperando a função dessas estruturas afetadas.
“Não adianta apenas tratar o fio superficialmente se a base celular está sofrendo esse processo de destruição. O tratamento eficaz para a alopecia desencadeada por estresse passa por conter esse dano e restabelecer a modulação mitocondrial, fazendo com que o corpo volte a enviar os estímulos e a energia necessários para o crescimento e fortalecimento capilar”, finaliza a médica.













