A artista e pesquisadora Nídia Aranha faz sua estreia como diretora de arte do tradicional Prêmio da Música Brasileira, uma das mais importantes premiações da cultura nacional, que há 38 anos reconhece o trabalho de intérpretes, compositores e produtores da indústria musical brasileira.
A premiação é comandada por Zé Maurício Machline, ao lado de suas filhas, Giovanna Machline e Luísa Annik. Neste ano, o grande homenageado será o inesquecível Cazuza, um dos maiores nomes da música e da poesia brasileira.
Para celebrar o legado do artista, Nídia Aranha e Luísa Annik desenvolveram um conceito visual profundo e poético para a cerimônia. Toda a cenografia do evento foi construída em papel, material escolhido como símbolo da criatividade e das infinitas possibilidades da criação artística. A proposta remete à ideia da “página em branco”, conectando-se diretamente ao ato de compor, desenhar, escrever e transformar ideias em arte.
Segundo as criadoras, o conceito nasceu da relação de Cazuza com o papel. Desde a infância, o artista cultivava o hábito de desenhar e escrever, deixando um vasto legado de poesias e composições. A inspiração também passa por memórias afetivas do cantor, como o famoso poema deixado na casa de sua avó e que mais tarde seria musicado por Ney Matogrosso. “O papel tem memória”, destaca Nídia ao explicar a escolha do material que dá vida à identidade visual da premiação.
Além da direção de arte do espetáculo, Nídia também assina a concepção visual de performances exclusivas preparadas para a noite. Entre os destaques estão as apresentações de Marina Sena e Ney Matogrosso. A performance do cantor contará com referências ao teatro pós-dramático, enquanto uma grande cortina de papel será rasgada pelo elenco de dança em um dos momentos mais impactantes da cerimônia.
Outro momento aguardado será a entrada de Seu Jorge, concebida para acontecer de forma dramática e visualmente marcante, reforçando o conceito artístico desenvolvido para a premiação.
A participação no Prêmio da Música Brasileira marca mais um capítulo de destaque na trajetória de Nídia Aranha. A artista vem acumulando projetos que valorizam a potência cultural brasileira, como o aguardado álbum Equilibrivm, de Anitta, no qual assina a direção visual e musical de uma obra dividida em quatro atos inspirados na espiritualidade e nas festas populares do Brasil.
Entre seus trabalhos recentes também está o desfile “Escapismo Tropical”, da MISCI, realizado em escala inédita na Marquês de Sapucaí. Com uma linguagem artística que une pesquisa, identidade brasileira e inovação estética, Nídia Aranha consolida seu nome entre os principais talentos criativos da cena cultural contemporânea.
















