Durante muitos anos, o lipedema foi uma condição pouco conhecida e frequentemente confundida com sobrepeso ou retenção de líquidos. Hoje, com o avanço das informações e o compartilhamento de experiências nas redes sociais, cada vez mais mulheres encontram acolhimento e compreensão ao descobrir que seus sintomas têm nome e tratamento.
Entre as vozes que ajudam a ampliar esse debate está a influenciadora Gabi Frienzzo, que fala abertamente sobre sua convivência com o lipedema e transforma sua experiência em uma rede de apoio para milhares de mulheres. Em suas redes sociais, ela compartilha sua rotina, desafios, aprendizados e incentiva suas seguidoras, carinhosamente chamadas de “migonas”, a desenvolverem uma relação mais leve e confiante com o próprio corpo.
“O meu objetivo nunca foi mostrar um corpo perfeito. Quero mostrar que é possível confiar no que você veste, se olhar com mais carinho e entender que o lipedema não define quem você é”, destaca Gabi.

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, o lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. A condição pode causar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso e hematomas frequentes, impactando diretamente a qualidade de vida das pacientes.
Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental para melhorar os sintomas e permitir um acompanhamento multidisciplinar, que pode envolver angiologistas, cirurgiões vasculares, fisioterapeutas, nutricionistas e profissionais de educação física.
Ao abordar o tema de forma transparente, Gabi também combate estigmas e incentiva outras mulheres a buscarem informação de qualidade e atendimento especializado. Mais do que falar sobre uma doença, seu conteúdo promove autoestima, pertencimento e aceitação.
Em uma internet marcada por padrões estéticos muitas vezes inalcançáveis, iniciativas como a da influenciadora mostram que compartilhar vulnerabilidades também pode transformar vidas. Para suas “migonas”, a mensagem é clara. Vestir aquilo que faz bem, respeitar o próprio corpo e entender que autoestima não depende de um padrão, mas da confiança construída todos os dias.
















