O que acontece na primeira consulta antes de uma cirurgia facial?

Especialista da JK Estética Avançada explica como avaliação, planejamento e tecnologia ajudam a definir uma cirurgia facial

Quem chega ao consultório pensando em uma cirurgia facial muitas vezes já sabe o nome do procedimento que gostaria de fazer. A pesquisa começou antes, passou pelas redes sociais, por fotos de resultados e até por referências de outras pessoas. A primeira consulta, porém, pode levar a uma indicação diferente daquela imaginada inicialmente.

É nesse encontro que entram questões que dificilmente aparecem em uma pesquisa rápida sobre rinoplastia, blefaroplastia ou lifting facial. O cirurgião precisa entender o que incomoda o paciente, avaliar as características do rosto, conhecer seu histórico de saúde e descobrir se existe, de fato, indicação para o procedimento desejado.

Dr. Ubajara Guazzelli, especialista em cirurgias faciais da JK Estética Avançada, explica que chegar ao consultório com uma ideia definida é algo comum, mas essa escolha precisa ser confrontada com o que é encontrado durante a avaliação.

“Muitas vezes o paciente chega com o nome de uma cirurgia na cabeça porque pesquisou bastante ou viu algum resultado que gostou. Na consulta, precisamos entender o que realmente está incomodando e avaliar o rosto individualmente. Nem sempre aquilo que ele imaginou inicialmente seria a melhor indicação”, explica.

A procura por esse tipo de procedimento ajuda a entender a importância dessa conversa. Segundo a pesquisa global mais recente da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o Brasil realizou cerca de 2,35 milhões de cirurgias plásticas em 2024. Aproximadamente 910 mil foram procedimentos cirúrgicos de face e cabeça.

Entre eles, a blefaroplastia aparece com mais de 231 mil procedimentos realizados no país. O lifting facial passou de 121 mil e a rinoplastia, de 102 mil. No mundo, as cirurgias de face e cabeça ultrapassaram 7,4 milhões no mesmo período.

Com tanta informação disponível e um volume crescente de procedimentos, a primeira consulta também ganhou outra função: separar aquilo que pode servir como referência do que realmente é possível para cada paciente.

Uma foto levada ao consultório, por exemplo, pode ajudar o médico a entender qual resultado chamou a atenção daquela pessoa. Isso não significa que o mesmo efeito possa ser reproduzido. Estrutura óssea, proporções, qualidade da pele, idade e outras características individuais interferem no planejamento.

“Não dá para olhar apenas para uma parte do rosto e esquecer o restante. Quando falamos de cirurgia facial, precisamos pensar em proporção e equilíbrio. O planejamento é individual porque os rostos são diferentes e os objetivos também”, afirma o especialista da JK Estética Avançada.

A tecnologia também passou a participar desse processo. Recursos de imagem, exames e ferramentas de planejamento permitem reunir informações que ajudam o cirurgião a estudar o caso antes do procedimento. O cuidado está em não transformar esses recursos em uma previsão exata de como o paciente ficará.

Esse ponto se torna especialmente importante diante das referências encontradas nas redes sociais. Fotos, vídeos, filtros e resultados de outras cirurgias podem influenciar a expectativa de quem procura o consultório.

“Uma foto pode ser útil para entendermos o que o paciente gosta ou o que espera mudar, mas ela não pode ser usada como garantia de que aquele mesmo resultado será reproduzido. Cada pessoa tem sua anatomia, sua pele e suas próprias características”, explica o médico.

A conversa ainda precisa passar por assuntos menos atraentes do que o resultado final, mas indispensáveis para decidir se a cirurgia poderá ser realizada. Condições de saúde, exames, anestesia, riscos, medicamentos em uso, tempo de afastamento e recuperação fazem parte dessa avaliação.

Há situações em que essas informações mudam o planejamento. Também pode acontecer do cirurgião entender que o procedimento desejado não é indicado ou que aquela não é a melhor hora para realizá-lo.

“Também faz parte do nosso trabalho dizer quando uma cirurgia não é indicada ou quando a expectativa precisa ser revista. O paciente precisa entender o que pode ser feito, quais são os limites e como será o processo”, diz o cirurgião plástico da JK Estética Avançada.

O planejamento continua depois da consulta. Exames e avaliações complementares podem trazer novas informações, enquanto o período de recuperação precisa ser organizado antes da data do procedimento.

Para o profissional da JK Estética Avançada, essa primeira conversa ajuda a colocar no papel questões que costumam surgir separadamente quando alguém começa a pesquisar uma cirurgia. O que o paciente deseja, o que sua anatomia permite, quais riscos precisam ser considerados e como será a recuperação entram na mesma decisão antes que a cirurgia seja marcada.

Matéria anterior
Quem é o repórter que vem ganhando destaque no Fala Doutor da Record News?

Mais do É Pop

Autor (a) da postagem