Anitta lança “EQUILIBRIVM” e enfrenta onda de intolerância religiosa em pleno domingo de Páscoa

“EQUILIBRIVM”: o álbum que equilibra brasilidade, espiritualidade e polêmica religiosa

A cantora Anitta está prestes a entregar um dos projetos mais ambiciosos de sua carreira. O oitavo álbum de estúdio, intitulado EQUILIBRIVM (estilizado assim, com “V” romano), chega às plataformas digitais no dia 16 de abril de 2026, às 21h. O disco é dividido em dois atos: o primeiro, focado no mercado brasileiro, traz composições majoritariamente em português e mergulha em ritmos nacionais como funk, samba, reggae e mandinga; o segundo ato será voltado para o público internacional, com faixas em inglês e espanhol.

Foto: Reprodução e IA do ÉPOP

Anitta já revelou a tracklist completa da primeira parte (15 faixas). Entre os destaques estão:

  • “Desgraça”
  • “Mandinga”
  • “Caminhador”
  • “Bemba”
  • “Ternura”
  • “Deus Existe”
  • “Caso de Amor”
  • “Pinterest”
  • “Nanã”
  • “Vai Dar Caô”
  • “Choka Choka” (com participação de Shakira, single que chega nesta quinta-feira, 9 de abril)
  • “Meia-Noite”

O nome da oitava faixa ainda está em segredo, mantendo o suspense. Participações confirmadas incluem Luedji Luna, Rincon Sapiência, King Saintz, Ebony e Melly. A cantora gravou mais de 70 músicas durante o processo criativo, o que mostra o tamanho da ambição do projeto.

O conceito de “Equilibrium” (equilíbrio) reflete exatamente o que Anitta vem construindo: uma ponte entre suas raízes brasileiras, o pop global e sua espiritualidade. O álbum chega carregado de referências às religiões de matriz africana, especialmente o Candomblé, fé que a cantora pratica abertamente há anos.

Intolerância religiosa volta à tona com força

A nova era “EQUILIBRIVM” já nasceu cercada de polêmica religiosa. No último domingo de Páscoa (5 de abril), Anitta apresentou a música “Meia-Noite” no Domingão com Huck, com performance cheia de referências ao Candomblé — pontos riscados, vestimentas e energia espiritual típicas de terreiros. A apresentação, feita em pleno domingo de Páscoa, gerou uma onda imediata de ataques nas redes sociais.

Críticos (principalmente de vertentes evangélicas mais conservadoras) acusaram a cantora de “promover o demônio”, “fazer macumba na televisão” e “desrespeitar a Páscoa cristã”. Frases como “em pleno domingo de Páscoa” e “isso é coisa do capeta” viralizaram, expondo mais uma vez o problema crônico de intolerância religiosa no Brasil.

Anitta, que nunca se escondeu sobre sua ligação com o Candomblé, já rebateu ataques semelhantes no passado (como no clipe de “Aceita”, do álbum Funk Generation, que lhe custou centenas de milhares de seguidores). Dessa vez não foi diferente: ela e seus fãs lembraram que intolerância religiosa é crime previsto em lei no Brasil (Lei 7.716/1989) e que a diversidade de crenças deveria ser celebrada, não atacada.

A cantora já respondeu indiretamente em lives e posts anteriores com frases como:

  • “Ele [Deus] está presente em todos os lugares, menos no seu discurso violento e cheio de intolerância religiosa.”
  • “Tá repreendido” (ironizando os haters em clipes anteriores).

Especialistas e ativistas de direitos humanos apontam que casos como esse reforçam o racismo estrutural, já que as religiões de matriz africana são majoritariamente praticadas por pessoas negras e periféricas. Anitta, ao ocupar espaço na grande mídia com sua fé, acaba virando alvo justamente por desafiar esse preconceito.

O que esperar de “EQUILIBRIVM”

Além da parte brasileira (que sai agora em abril), a segunda metade do álbum deve chegar ainda em 2026. Anitta prometeu um trabalho conceitual, maduro e conectado às suas origens, sem abrir mão do apelo global (daí a parceria com Shakira e o foco em inglês/espanhol na segunda parte).

Visualmente, a era já vem forte: a cantora mostrou opções de capas e teasers com estética mística, cores vibrantes e elementos que remetem a terreiros, natureza e empoderamento feminino.

Enquanto alguns celebram a coragem de Anitta em falar abertamente sobre sua espiritualidade, outros preferem o cancelamento fácil. O fato é que “EQUILIBRIVM” não chega só como álbum de música — chega como declaração de liberdade religiosa e cultural em um país que ainda tem muito a evoluir nesse debate.

Faltam poucos dias para o lançamento. Prepare o play e, independentemente da sua fé, respeite a do outro. Como a própria Anitta costuma dizer: todas as religiões são veias que levam ao mesmo coração.

E aí, vai ouvir no dia 16? Qual faixa você está mais curioso para escutar?

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