Foto: Lukkas Marques
Primeiro de tudo, eu fiquei muito feliz já por ter sido convidada para participar desse projeto tão seleto. Eu sei que a Warner e a Globo escolheram os compositores a dedo, então ter sido uma das selecionadas foi muito gratificante e me fez sentir muito honrada. Saber que músicas minhas entraram na novela foi ainda mais especial, porque eu vi que realmente deu certo, que o trabalho foi assertivo, aprovado e que todo mundo gostou. Então foi uma felicidade enorme”, relembra a autora.
Do estúdio à novela
A autora do Rio de Janeiro explica que essa experiência foi única. “Acho que, por ser a minha primeira vez participando de um song camp para uma novela, tudo foi muito diferente e muito marcante. Foi muito especial escrever com compositores com quem eu nunca tinha trabalhado antes e que eu sempre admirei muito.
Compor para a novela foi escrever em cima de uma história que já existia, tentando traduzir sentimentos pensando nas cenas e nos personagens. Ao mesmo tempo, essa novela também tinha artistas interpretando essas músicas, então a gente precisava pensar na personalidade de quem cantaria, na forma como aquela pessoa se expressaria e contaria aquela história. Foi um misto de algo totalmente novo com algo que já faz parte da minha rotina como compositora”, compartilha Lary.
O diretor de A&R da Warner Chappell Music Brasil, Filippe Siqueira, destaca a dimensão do projeto. “Foi um processo criativo muito intenso, que exigiu sensibilidade e versatilidade. Cada personagem tinha um universo próprio e, ao mesmo tempo, precisávamos garantir coesão musical dentro da obra. Reunir compositores com diferentes referências e vivências foi essencial para alcançar esse resultado.”
“Mais do que uma novela, ‘Coração Acelerado’ é uma celebração da música brasileira e do sertanejo contemporâneo, um dos gêneros musicais mais consumidos no país atualmente. A iniciativa reforça o compromisso da TV Globo com a qualidade artística dos seus conteúdos, mas também com o fomento ao mercado musical, valorizando talentos, promovendo inovação e criando pontes entre a dramaturgia e a música popular”, declara Juliana Costantini, gerente de produção musical da Globo.
Escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, com direção artística de Carlos Araújo, a trama ganhou identidade musical a partir desses encontros intensivos de composição, que resultaram em dezenas de canções inéditas.
“O grande diferencial desses song camps foi a troca. Autores com estilos distintos sentaram juntos para construir algo novo, pensando exclusivamente na narrativa da novela. Esse ambiente colaborativo eleva o nível criativo e gera músicas que dialogam com o público de forma muito genuína.” completa Filippe














