Erika de Bonis, mais conhecida como Erika, surgiu em 2001 como um verdadeiro fenômeno da dance music. Com apenas 16 anos, lançou “Relations”, single que rapidamente alcançou o topo das paradas italianas e garantiu espaço em programas de TV e rádio de grande audiência. O sucesso foi imediato e atravessou fronteiras, levando sua música a países como Brasil, Estados Unidos, Rússia e Alemanha.
Nos anos seguintes, Erika manteve uma sequência de hits como “Ditto” e “I Don’t Know”, este último premiado pela MTV e responsável por sua primeira turnê mundial. Entre 2004 e 2005, esteve no Brasil em shows lotados, incluindo o Planet Pop Festival. No ano passado retomou sua tour internacional, prometendo repetir o sucesso que a consagrou. E se apresenta mais uma vez no Brasil no dia 23 de maio, fazendo sua 3ª participação no Planet Pop Festival.
Conversamos com a artista exclusivamente sobre seu início de carreira, o sucesso de sua trajetória e o que seus fãs brasileiros podem esperar nesse ano. Confira!
Quais foram os principais desafios que você enfrentou nos primeiros anos da sua carreira para se estabelecer como uma artista feminina de destaque na cena musical nos anos 2000?
Erika – Nos primeiros anos da minha carreira, tudo era, na verdade, bastante simples. Como eu era menor de idade, minha única responsabilidade era cantar. Eu gostava, me divertia, e meu irmão cuidava de todo o resto.
Ao mesmo tempo, porém, eu era uma pessoa muito reservada e tímida. Entrar em um ambiente composto quase totalmente por adultos me fazia sentir inexperiente e despreparada.
Além disso, por ser completamente autodidata e nunca ter frequentado uma escola de música ou trabalhado com professores que pudessem me orientar, a falta de uma base técnica sólida me colocou em situações difíceis mais de uma vez, e até me fez duvidar de mim mesma e das minhas capacidades.
Muitas vezes me senti sobrecarregada com tudo o que estava acontecendo: as coisas aconteciam muito rápido e, no início, eu ainda não tinha as ferramentas necessárias para lidar com tudo isso.
Mas é com a experiência que se aprende. Embora tivesse sido bom passar por tudo isso com um pouco mais de preparação e consciência, sou grata pelo que aquelas músicas me proporcionaram e, acima de tudo, pelas pessoas que as valorizaram, assim como a mim como artista.

Como a cena da música dance italiana influenciou a sua trajetória e como ela evoluiu desde 2002 até os dias de hoje? E como foi alcançar tantos primeiros lugares nas paradas?
Erika – A cena dance italiana teve um papel exploratório na minha trajetória, especialmente no início dos anos 2000, pois era um ambiente muito vibrante, centrado nas pistas de dança e nas rádios, que eram quem determinava o sucesso de uma música.
Crescendo nesse contexto, tive a oportunidade de me desenvolver artisticamente, adquirindo uma compreensão mais clara da identidade musical que queria construir.
Naquela época, tive a sorte de acompanhar a produção de várias faixas em estúdio, onde frequentemente havia muita experimentação, sem estruturas rígidas. Isso me permitiu desenvolver uma abordagem bastante intuitiva da música, guiando-me mais pela emoção do que por regras pré-definidas.
Hoje, o streaming e as redes sociais tornaram tudo mais rápido e muito mais acessível, muitas vezes em detrimento da qualidade do conteúdo, e aquele caminho mais gradual e estruturado, que antes permitia aos artistas construir uma carreira ao longo do tempo, foi parcialmente perdido.
Ter músicas em primeiro lugar foi uma grande fonte de satisfação e orgulho, especialmente em relação ao meu irmão, que as escreveu, mas também de responsabilidade. Com o tempo, passei a compreender melhor o valor dessas conquistas e o impacto que tiveram nas pessoas. É uma experiência pela qual sou profundamente grata.

Com toda a sua experiência hoje, quais tendências atuais da música eletrônica você considera mais interessantes? Na sua opinião, o que é melhor ou pior em comparação com o início dos anos 2000?
Erika – Para ser honesta, nunca fui uma grande ouvinte de música eletrônica no sentido mais estrito. Ao longo dos anos, meu gosto musical foi gradualmente migrando para outros universos com os quais hoje me identifico mais, especialmente o jazz fusion contemporâneo, com sonoridades mais quentes, groove e uma musicalidade mais orgânica.
Talvez isso já seja, por si só, a resposta mais clara, já que o fato de eu não ouvir mais tanto esse gênero significa que aquilo que ele me proporcionava antes me tocava de uma forma que, sinceramente, hoje é mais difícil de sentir.
Este ano será sua terceira participação no Planet Pop. Quais são suas expectativas para o festival?
Erika – O Planet Pop e o Brasil têm um lugar especial no meu coração. Poder reviver essa experiência me deixa muito feliz.
Cada edição é uma oportunidade de levar algo novo ao palco e criar um momento especial, então, neste ano, espero novamente uma forte conexão com o público e uma atmosfera incrível.
O que você traz de novidade para o Planet Pop 2026 e o que o público pode esperar de você?
Erika – Sem spoilers! Quer saber como é? Vá ao show. Emoções não são feitas para serem contadas, mas para serem vividas.
Serviço:
Planet Pop Festival – 23 de Maio de 2026
Terra SP: Av. Salim Antonio Curiati 160 Zona Sul – www.terrasp.com
Abertura da casa: 19h
Ingressos e informações: www.planetpopfestival.com.br
Instagram: @planetpopfestival
Promoção: Energia 97 FM














