Filarmônica de Minas Gerais recebe o regente holandês Vincent de kort e o flautista Anthony Trionfo nos dias 26 e 27 de março, às 20h30, na Sala Minas Gerais

Pela primeira vez na América do Sul, a suíte de uma das óperas mais celebradas dos últimos anos, Fire shut up in my bones, de Terence Blanchard

O regente holandês Vincent de Kort retorna à Sala Minas Gerais nos dias 26 e 27 de março, às 20h30, para conduzir a Filarmônica de Minas Gerais na célebre Nona, de Schubert, “A Grande”. Um dos mais destacados jovens solistas da atualidade, o flautista Anthony Trionfo faz sua estreia com o desafiador Concerto para flauta, de Ibert. E, pela primeira vez na América do Sul, a suíte de uma das óperas mais celebradas dos últimos anos, Fire shut up in my bones, de Terence Blanchard, abrirá o programa deste concerto. Os ingressos estarão à venda no site www.filarmonica.art.br e na bilheteria da Sala Minas Gerais, a partir de R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

 

Este projeto é apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Governo de Minas Gerais por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mantenedor: Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. Patrocínio: Itaú Unibanco. Apoio: Circuito Liberdade e Programa Amigos da Filarmônica. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Governo de Minas Gerais, Funarte 50 anos, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

Vincent de Kort, regente convidado

 

Reputado um dos mais refinados regentes de Mozart da atualidade, o maestro holandês Vicentr de Kort esteve à frente de grandes orquestras, como a Orquestra do Gewandhaus de Leipzig e a Staatskapelle Dresden. Com extenso repertório operístico, tem colaborado com casas de ópera históricas, como o Teatro Mariinsky, o Teatro Bolshoi, a Ópera de Leipzig e a Semperoper Dresden. Fundou e dirigiu a European Sinfoniëtta e o festival Zomeropera Alden Biesen, e foi maestro convidado principal da Orquestra Sinfônica de Zurique. Ganhou projeção internacional após notável estreia com a Filarmônica de Oslo, em 1996, a convite de seu mentor Mariss Jansons, e depois de substituir Gennady Rozhdestvensky à frente da Orquestra Jovem da União Europeia junto a Radu Lupu, na Concertgebouw, em 1997. Colaborou com Bernard Haitink e William Christie, e presidiu o júri do popular programa de TV holandês Maestro de 2015 a 2019.

 

Anthony Trionfo, flauta

 

Segundo flautista da ProMusica Chamber Orchestra, em Columbus, Ohio, solou com diversas orquestras estadunidenses, como as sinfônicas de Princeton e Seattle. Em 2026, solará com a Orpheus Chamber Orchestra, grupo com o qual colabora. Primeiro prêmio nas Audições Internacionais da YCA Susan Wadsworth de 2016, apresentou-se na YCA Series da Merkin Concert Hall de Nova York e no Kennedy Center. Estreou drip/spin (2017) e Musica Spolia (2021), de Katherine Balch, e teve uma obra encomendada para ele pela associação Coretet a TJ Cole em 2022. Idealizou a série “Illuminate!”, com apoio da Sphinx Organization, Steven Banks e Randall Goosby, para debater raça, interseccionalidade e música. É fundador do Umoja Flute Institute e integra o Comitê de Inclusão, Diversidade, Equidade e Acesso do Aspen Music Festival and School. Foi professor convidado na Juilliard School e no Interlochen Center for the Arts. É artista da Burkart Flutes & Piccolos.

 

Repertório

 

Terence Blanchard (New Orleans, Estados Unidos, 1962) e a obra Fire Shut Up in my Bones: Suíte (2019)

 

Fire Shut Up in my Bones fez história ao abrir a temporada 2021/2022 da Metropolitan Opera House (MET) e se tornar a primeira ópera de um compositor afro-americano apresentada ali. Estreada em 2019 pela Orquestra Sinfônica de Saint Louis, regida por William Long, no festival Opera Theatre of Saint Louis, a obra é baseada na autobiografia homônima publicada em 2014 por Charles W. Blow, importante jornalista e comentarista político estadunidense. No livro, Blow relata ter sido abusado na infância pelo primo. O abuso e os traumas decorrentes da violência tornam-se o tema central da ópera, cujo protagonista é assombrado pelo dilema da vingança. Na ópera, que se vale de flashbacks e traz Destino e Solidão personificados como espíritos femininos, Charles opta por não se vingar. O título da ópera é uma alusão ao seguinte versículo: “Quando eu pensava: ‘Não me lembrarei dele, já não falarei em seu Nome’, então isto era em meu coração como um fogo devorador, encerrado em meus ossos […]” (Jeremias, 20,9). Por encomenda de Yannick Nézet-Séguin, regente da histórica e premiada montagem do MET, Blanchard derivou uma suíte orquestral de sua impactante “ópera em jazz”.

 

Jacques Ibert (Paris, França, 1890-1962) e a obra Concerto para flauta (1932-1933)

 

O Concerto para flauta de Ibert é pedra de toque do repertório flautístico e foi escrito entre 1932 e 1933 para o lendário flautista Marcel Moyse, que o estreou em Paris, junto à Société des concerts du Conservatoire regida por Phillipe Gaubert, em 1934. Seguindo o estilo eclético típico do compositor, a obra combina humor, virtuosismo, lirismo e ímpeto. Para o flautista Michael Faust, ela ilustra o conceito de “neoclassicismo impressionista”, pois veste uma estrutura convencionalmente clássica com colorido evocativo e sensual e figurações cintilantes e sugestivas. A escrita orquestral em múltiplas camadas traz contrapontos que ecoam os temas da flauta. O solista, entre passagens vertiginosamente rápidas e momentos líricos, revela com poética volatilidade todo o temperamento de seu instrumento. O “Andante” nostálgico alude ao movimento central de Escalas, outra importante obra do compositor, e arquétipos de música de filme — ecos da atuação de Ibert como pianista de cinema — tingem o movimento final, cuja cadência sugere “uma explosão de fogos de artifício suspensos no ar”. O último movimento ganharia certa autonomia em 1935 ao se tornar peça de concurso do Conservatório de Paris.

 

Franz Schubert (Viena, Áustria, 1797-1828) e a obra Sinfonia nº 9 em Dó maior, D. 944, “Grande” (1825-1828)

 

Embora as sinfonias de Schubert estejam hoje definitivamente incorporadas ao repertório, o compositor jamais pôde ouvi-las, com exceção das primeiras, compostas na adolescência e interpretadas pela pequena orquestra de seu colégio interno. Seu desenvolvimento no gênero sinfônico construiu-se gradativamente, consequência de sua predisposição para as pequenas formas musicais, sobretudo a canção. A mais pessoal de suas sinfonias, a Nona foi considerada “muito pesada e muito difícil” pela Sociedade Filarmônica de Viena, à qual foi oferecida. Onze anos após a morte de seu compositor, a partitura rejeitada foi redescoberta por Robert Schumann, que organizou sua estreia na Gewandhaus de Leipzig sob a direção de Félix Mendelssohn. Apesar da amplitude, “A Grande” é uma das obras mais concentradas de Schubert, evitando as digressões e fantasias amiúde presentes em suas grandes arquiteturas instrumentais. Conciliando forma clássica e espírito romântico, ocupa posição histórica estratégica e aponta para o futuro ao antecipar atributos comuns às sinfonias de Bruckner e Mahler, como a tendência para a unidade cíclica e a fluidez dos longos discursos melódicos.

 

Filarmônica de Minas Gerais

 

Série Presto

26 de março – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Veloce

27 de março – 20h30

 

Vicent de Kort, regente convidado

Anthony Trionfo, flauta

 

  1. BLANCHARD Fire shut up in my bones: Suíte (Estreia na América do Sul)

IBERT   Concerto para flauta

SCHUBERT   Sinfonia nº 9 em Dó maior, D. 944, “Grande”

 

INGRESSOS:

 

R$ 50 (Mezanino), R$ 58 (Coro), R$ 58 (Terraço), R$ 84 (Balcão Palco), R$ 105 (Balcão Lateral), R$ 143 (Plateia Central), R$ 185 (Balcão Principal) e R$ 207 (Camarote).

 

Ingressos para Coro e Terraço serão comercializados somente após a venda dos demais setores.

 

Meia-entrada para estudantes, maiores de 60 anos, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência, de acordo com a legislação.

Informações: (31) 3219-9000 ou www.filarmonica.art.br

 

Bilheteria da Sala Minas Gerais

Horário de funcionamento

Dias sem concerto:

3ª a 6ª — 12h a 20h

Sábado — 12h a 18h

 

Em dias de concerto, o horário da bilheteria é diferente:

— 12h a 22h — quando o concerto é durante a semana

— 12h a 20h — quando o concerto é no sábado

— 09h a 13h — quando o concerto é no domingo

 

São aceitos:

  • Cartões das bandeiras Elo, Mastercard e Visa
  • Pix

 

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS

 

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais foi fundada em 2008 e tornou-se referência no Brasil e no mundo por sua excelência artística e vigorosa programação.

 

Conduzida pelo seu Diretor Artístico e Regente Titular, Fabio Mechetti, a Orquestra é composta por 90 músicos de todas as partes do Brasil, Europa, Ásia e das Américas.

 

O grupo recebeu numerosos menções e prêmios, sendo o mais recente o Prêmio Concerto 2024 na categoria CD/DVD/Livros, com o álbum com obras de Lorenzo Fernandez. A Orquestra já havia recebido Prêmio Concerto 2023 na categoria Música Orquestral, por duas apresentações realizadas no Festival de Inverno de Campos do Jordão, SP, o Grande Prêmio da Revista CONCERTO em 2020 e 2015, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Orquestra Brasileira em 2012 e o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Artes (APCA) em 2010 como o Melhor Grupo de Música Clássica do Ano.

 

Suas apresentações regulares acontecem na Sala Minas Gerais, em Belo Horizonte, em cinco séries de assinatura em que são interpretadas grandes obras do repertório sinfônico, com convidados de destaque no cenário da música orquestral. Tendo a aproximação com novos ouvintes como um de seus nortes artísticos, a Orquestra também traz à cidade uma sólida programação gratuita – são os Concertos para a Juventude, Filarmônica na Praça, os Concertos de Câmara e os concertos de encerramento do Festival Tinta Fresca e do Laboratório de Regência. Para as crianças e adolescentes, a Filarmônica dedica os Concertos Didáticos, em que mostra os primeiros passos para apreciar a música de concerto.

 

A Orquestra possui 20 álbuns gravados, entre eles sete integram o projeto Brasil em Concerto, do selo internacional Naxos junto ao Itamaraty. O álbum Almeida Prado – obras para piano e orquestra, com Fabio Mechetti e Sonia Rubinsky, foi indicado ao Grammy Latino 2020.

 

Ainda em 2020, a Filarmônica inaugurou seu próprio estúdio de TV para a realização de transmissões ao vivo de seus concertos, totalizando hoje mais de 100 concertos transmitidos em seu canal no YouTube, onde se podem encontrar diversos outros conteúdos sobre a orquestra e a música de concerto.

 

A Filarmônica realiza também diversas apresentações por cidades do interior mineiro e capitais do Brasil, tendo se apresentado também na Argentina e Uruguai. Em celebração ao bicentenário da Independência do Brasil, em 2022, realizou uma turnê a Portugal, apresentando-se nas principais salas de concertos do país nas cidades do Porto, Lisboa e Coimbra, além de um concerto a céu aberto, no Jardim da Torre de Belém, como parte da programação do Festival Lisboa na Rua, promovido pela Prefeitura de Lisboa.

 

A sede da Filarmônica, a Sala Minas Gerais, foi inaugurada em 2015, sendo uma referência pelo seu projeto arquitetônico e acústico. Considerada uma das principais salas de concertos da América Latina, recebe anualmente um público médio de 100 mil pessoas.

 

A Filarmônica de Minas Gerais é uma das iniciativas culturais mais bem-sucedidas do país. Juntas, Sala Minas Gerais e Filarmônica vêm transformando a capital mineira em polo da música sinfônica nacional e internacional, com reflexos positivos em outras áreas, como, por exemplo, turismo e relações de comércio internacional.

 

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