MC Vitória lança ‘Quebrada Viva’ e reforça voz da periferia na música nacional

Projeto chega acompanhado de videoclipe oficial e mensagem sobre crise climática e desigualdade

O novo lançamento de MC Vitória nasce das ruas, das enchentes e da realidade vivida diariamente nas periferias brasileiras. Em “Quebrada Viva”, faixa que chegou às plataformas digitais no dia 21 de maio, transformou experiências próximas do seu cotidiano em um retrato musical sobre desigualdade social, abandono e resistência.

Natural da comunidade México 70, em São Vicente, na Baixada Santista, MC Vitória usa o funk para dar visibilidade a histórias que muitas vezes ficam fora dos grandes debates. A música fala sobre os impactos das fortes chuvas nas quebradas, as perdas enfrentadas pelas famílias e a ausência de estrutura nas regiões mais vulneráveis diante das mudanças climáticas.

Aos 14 anos, a cantora aposta em um discurso direto, mas sem abrir mão da musicalidade característica da cena periférica. Entre batidas marcantes e versos carregados de realidade, “Quebrada Viva” apresenta uma juventude que transforma vivência em arte e informação.

No último dia 13 de maio, a faixa teve sua primeira audição oficial durante um encontro promovido na Central 1926. O evento reuniu convidados, profissionais da música e parceiros do projeto em uma escuta coletiva voltada à troca de ideias sobre o impacto social da obra.

Produzida por DJ Glenner e DJ Pereira, a música conta ainda com participações de Leozinho ZS, Nego Bala e MC Kadu. O lançamento também recebe apoio da AYIKA, entidade que atua na democratização de conhecimentos e no enfrentamento da crise climática junto às juventudes negras, indígenas e periféricas.

Além do single e do videoclipe, “Quebrada Viva” ocupa lugar de destaque no álbum “Do México 70 Pro Mundo”, projeto que promete ampliar a presença de MC Vitória no cenário nacional ao unir identidade periférica, funk consciente e temas sociais urgentes.

Em um período em que o Brasil enfrenta alertas frequentes sobre eventos climáticos extremos, a artista mostra que a nova geração do funk também está comprometida em discutir o presente e dar voz às realidades das quebradas brasileiras.

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