Primeiros passos para sair da poupança e fazer o dinheiro trabalhar a favor dos seus objetivos financeiros

Por muito tempo, a poupança foi apresentada como o primeiro passo natural no relacionamento do brasileiro, e do mineiro, com o dinheiro. Pela simplicidade e fácil acesso, acabou se consolidando como escolha inicial para guardar recursos. No entanto, esse hábito deixa de acompanhar as necessidades de quem busca fazer o patrimônio evoluir no longo prazo, já que oferece uma remuneração limitada e pouco alinhada aos objetivos financeiros de crescimento e proteção do poder de compra.

Segundo dados da B3, Minas Gerais é um dos estados líderes do Brasil em presença no mercado financeiro. São mais de 648 mil contas, que somam R$ 59,7 bilhões, ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro respectivamente. Esses números refletem um movimento entre os mineiros que estão apostando, cada vez mais, em diversificar seus investimentos.

Para Cecília Perini, sócia e líder da XP em Minas Gerais, esse cenário mostra que o desafio não é apenas acesso, mas também informação. “Ampliar o conhecimento sobre investimentos é fundamental para que o brasileiro deixe de concentrar seus recursos apenas em opções tradicionais, como a Poupança. Ao entender melhor o próprio perfil e as alternativas do mercado, o investidor consegue diversificar com mais segurança e buscar resultados mais consistentes ao longo do tempo.”

Os dados mais recentes reforçam uma mudança de comportamento em andamento no país. Em 2025, o Brasil registrou saques líquidos superiores a R$ 85 bilhões na poupança, segundo dados divulgados pelo Banco Central, indicando que parte dos brasileiros já começa a buscar alternativas mais rentáveis. 

Simulações de mercado indicam que manter R$ 100 mil na poupança pode resultar em uma perda de até R$ 130 mil em 10 anos, quando comparado a produtos conservadores mais eficientes. 

Outro ponto importante é que, embora a poupança transmita uma sensação de segurança, ela não necessariamente preserva o poder de compra do dinheiro no longo prazo. Em cenários de juros elevados, como o atual, alternativas simples de renda fixa passam a oferecer ganhos mais atrativos, com níveis de risco semelhantes e maior alinhamento aos objetivos financeiros. “Não se trata de abrir mão da segurança, mas de dar um próximo passo. O investidor pode sair da poupança de forma gradual, preservando liquidez e controle”, explica Cecília.

Esse processo começa com organização financeira e a construção de uma reserva de emergência, etapa que exige liquidez, previsibilidade e fácil acesso aos recursos. A partir daí, o investidor pode avançar para alternativas mais eficientes, como Tesouro Selic, CDBs ou opções isentas de imposto, como LCIs e LCAs.

No fim das contas, sair da poupança não significa dar um salto para o risco, mas sim um passo à frente em direção a uma vida financeira mais eficiente. E para quem vai começar essa jornada, buscar informação e a orientação de um profissional especializado pode fazer toda a diferença. “Contar com o apoio de um assessor de investimentos pode ajudar quem está começando no universo dos investimentos. O assessor exerce um papel fundamental, auxiliando o cliente a compreender o funcionamento do mercado, a importância da diversificação e os riscos envolvidos. Na XP, esse profissional evolui para um parceiro estratégico do investidor, apoiado por tecnologia, inteligência artificial e monitoramento contínuo, garantindo qualidade de alocação, transparência e aderência às metas de vida de cada cliente”, finaliza Cecília Perini. 

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