Athleisure ganha força ao unir tecidos inteligentes, suporte corporal e estética urbana no vestuário esportivo
Foto: istock/Constantinis
O crescimento do athleisure, tendência de moda que combina peças esportivas (“athletic”) com roupas casuais (“leisure”) para o dia a dia, evidencia que o look de treino hoje responde a demandas reais do corpo em movimento. Tecidos inteligentes, cortes estratégicos e modelagens pensadas para reduzir impacto e oferecer suporte adequado passam a ser tão relevantes quanto a aparência final da peça.
Assim, mais do que acompanhar tendências visuais, as roupas usadas para treinar passaram a cumprir funções ligadas ao desempenho físico, à prevenção de desconfortos e à adaptação a uma rotina cada vez mais híbrida. A estética, a tecnologia têxtil e a funcionalidade passaram a atuar de forma integrada.
Athleisure: a invasão do esporte no street style
O avanço do athleisure acompanha uma rotina em que treino, trabalho remoto, compromissos informais e vida social se misturam ao longo do dia. O guarda-roupa esportivo responde a esse novo ritmo com peças que oferecem conforto prolongado, mobilidade e um visual compatível com diferentes contextos.
Estudos e análises sobre vestuário esportivo apontam que a roupa adequada influencia diretamente a performance, interferindo na execução dos movimentos, na postura e até na recuperação muscular. A escolha dos materiais e da modelagem passa a ser parte do cuidado com o corpo durante a prática física.
Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Vanessa Kotters, diretora de produtos da Authen, explica que o impacto do vestuário vai além da estética. “Com as roupas certas, é possível prevenir a flacidez com a redução da vibração muscular e, consequentemente, possíveis dores e incômodos. A tecnologia Firmness Control, presente em diversas roupas, também previne o rompimento dos ligamentos das mamas, que poderia acontecer por impacto”, afirma. A declaração reforça como soluções têxteis vêm sendo desenvolvidas para atuar diretamente na proteção e no suporte corporal.
Cores e cortes que dominam a temporada
Visualmente, a moda fitness 2026 se distancia de excessos e aposta em uma estética mais refinada. A cartela de cores acompanha essa evolução, com tons terrosos, verdes profundos, azuis fechados e neutros sofisticados ganhando espaço. Essas cores funcionam como base para composições que se mantêm atuais dentro e fora da academia.
Entre as principais tendências da temporada, estão:
- tons naturais e neutros, para maior versatilidade;
- cortes assimétricos e recortes funcionais;
- silhuetas ajustadas que respeitam a mobilidade;
- peças pensadas para sobreposição.
Os cortes deixam de ser um recurso estético para também cumprir funções práticas. Recortes estratégicos auxiliam na ventilação, enquanto modelagens com compressão localizada ajudam na sustentação muscular e na redução de impactos durante o movimento. Roupas de academia bem projetadas contribuem para reduzir a vibração muscular, melhorar a estabilidade e aumentar a sensação de confiança durante o treino, fatores que influenciam diretamente a experiência esportiva.
Além disso, tecidos respiráveis, de secagem rápida, com elasticidade controlada e toque suave também são elementos em destaque que passaram a ser considerados requisitos básicos, e não mais diferenciais.
Vestir-se para treinar é também uma decisão funcional
A moda fitness evidencia que escolher o que vestir para treinar deixou de ser uma decisão puramente estética. O avanço de tendências athleisure e de tecnologias têxteis mostra que o vestuário esportivo passou a atuar como aliado do corpo, contribuindo para suporte, prevenção de desconfortos e melhor desempenho físico.
Assim, ao unir cortes inteligentes, tecidos tecnológicos e uma estética alinhada ao street style, funcionalidade, conforto e identidade caminham juntos.














