Em agosto de 2025, o YouTuber Felca voltou a ganhar destaque ao publicar um vídeo impactante denunciando a “adultização” de crianças e adolescentes nas redes sociais. O vídeo — longo, bem documentado e contundente — não só alcançou milhões de visualizações em poucos dias como impulsionou uma reação imediata no Congresso e nas instituições de proteção à infância. Neste relato, você confere o que motivou a denúncia, quais foram os casos expostos e como a repercussão se transformou em 32 projetos de lei em andamento.
1. O vídeo que chocou o país
Publicada em 6 de agosto de 2025, a produção de cerca de 50 minutos já ultrapassou 30 milhões de visualizações. Nele, Felca (Felipe Bressanim Pereira) expõe casos de influenciadores que exploram sexualmente menores na internet, apresentando desde vídeos sugestivos até a forma como os algoritmos das plataformas favorecem esse tipo de conteúdo — o que ele chamou de “algoritmo P” Wikipedia+10CNN Brasil+10Gazeta do Povo+10CNN Brasil.
2. Casos denunciados e contexto
Entre os casos destacados estão:
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Hytalo Santos, influenciador investigado pelo Ministério Público da Paraíba desde 2024 por expor menores em situações sensuais e em dinâmicas semelhantes a “reality shows” Brasil Paralelo+1Brasil Paralelo+7SIC Notícias+7Wikipédia+7.
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Kamylyinha, adolescente participante da “Turma do Hytalo” desde os 12 anos, exposta com teor sexual e alvo de investigação Piauí+12Wikipédia+12SIC Notícias+12.
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O canal “Bel para meninas”, onde a criança Bel Peres aparecia em conteúdos que geraram críticas, trauma e retirada de vídeos pelos responsáveis Brasil Paralelo+1.
Felca também contou com a participação de uma psicóloga, que alertou sobre os impactos emocionais e psicológicos dessa exposição: baixa autoestima, insegurança e comprometimento da infância SIC Notícias+10Gazeta do Povo+10Wikipédia+10.
3. Impacto político e legislativo
O vídeo não passou despercebido no meio político. Até o início da semana seguinte, 32 projetos de lei foram protocolados na Câmara dos Deputados para definir punições à “adultização”, regular monetização e proibir o uso de algoritmos para disseminar conteúdo com menores Wikipédia+3CNN Brasil+3CNN Brasil+3.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que pautará o tema em plenário, reforçando a urgência da discussão SIC Notícias+4CNN Brasil+4Gazeta do Povo+4. Deputados de diferentes espectros políticos — como Nikolas Ferreira, Felipe Neto, Marcel van Hattem e Gleisi Hoffmann — repercutiram o vídeo com apoio e exigência de medidas legais cabíveis Gazeta do Povo.
4. Consequências práticas
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Perfis de Hytalo Santos e da menor Kamylinha foram desativados no Instagram, como consequência das denúncias CNN Brasil+7Gazeta do Povo+7SIC Notícias+7.
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A Justiça da Paraíba determinou a retirada da monetização de vídeos com menores e proibição de contato do influenciador com os menores investigados. Os pais também estão sob investigação por possível omissão Wikipédia+5CNN Brasil+5Wikipédia+5.
5. O que é “adultização” e seus riscos
O termo “adultização” ainda não é crime no Brasil, mas está em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que veda a submissão de menores a situações inadequadas à sua idade CNN Brasil+8CNN Brasil+8Gazeta do Povo+8.
Especialistas explicam que essa exposição precoce impede o desenvolvimento infantil saudável, especialmente em contextos de sexualização, responsabilidade antecipada ou pressão por engajamento nas redes sociais SIC Notícias.
| Aspecto | Detalhe significativo |
|---|---|
| Influenciador autor da denúncia | Felca (Felipe Bressanim Pereira), YouTuber de humor e reação |
| Foco da denúncia | Adultização infantil em redes sociais |
| Casos citados | Hytalo Santos, Kamylinha, Bel para meninas |
| Impacto legislativo | 32 projetos na Câmara em pauta |
| Medidas judiciais | Desmonetização, proibição de contato, investigação de pais |
| Risco associado | Aceleração de sexualização e perda da infância |














