Duda Beat celebra 8 anos de carreira no comando de uma assinatura singular no pop nacional

Uma mesma data, dois capítulos: Sinto Muito (2018) e Te Amo Lá Fora (2021) costuram a trajetória de Duda Beat na música brasileira

Neste mês, a cantora Duda Beat comemora um capítulo marcante de sua carreira. Em abril de 2018, ela debutou com o disco Sinto Muito, apresentando ao público sua assinatura sonora única, que mistura brega, pop e vulnerabilidade sem filtro. O álbum completa oito anos e, junto com ele, ganha destaque os cinco anos de Te Amo Lá Fora, lançado em 2021 como continuação direta dessa história.

“27.04.2018 foi quando compartilhei com o mundo o que já estava dentro de mim há um tempo: minhas histórias e meus sentimentos em forma de canções”, relembrou a cantora nas redes sociais.

Com Sinto Muito, Duda Beat não apenas estreou: ela criou uma estética. O disco transformou o tema do amor não correspondido em um sentimento coletivo, ecoando em toda uma geração. Faixas como “Bixinho” projetaram a artista nacionalmente, renderam o Troféu APCA de Revelação e colocaram o álbum entre os melhores do ano pela Rolling Stone Brasil.

“O Sinto Muito representa o início de tudo e é um disco muito importante para mim. É um disco onde eu estou iludida. Esse sentimento da ilusão, da não correspondência do amor, fica muito vivo quando eu visito esse disco. Ele marca o início de tudo e foi onde eu me descobri cantora, compositora. Esse disco deu start à minha nova vida!”, conta Duda Beat.

Se Sinto Muito é a ilusão, Te Amo Lá Fora é o choque da realidade. Lançado exatamente três anos depois, o segundo álbum aprofunda o universo emocional da artista, abordando o fim do relacionamento, a ausência e, principalmente, o reencontro consigo mesma.

“Ele simboliza a continuação da história, né? Que a desilusão acontece e que desilusão ela é boa quando se cai na realidade. Quem dizia isso era o Tomás Tróia. Então eu ‘Te Amo Lá Fora’ é a segunda fase desse luto, desse amor que não foi correspondido, que é quando encaro esses assombros. Musicalmente eu sinto que eu amadureci demais do primeiro pro segundo disco e emocionalmente também. Nesse álbum a gente tem ‘Meu Pisêro’, que no final eu falo para mim: ‘Tá tudo perdoado, ninguém é obrigado a me amar’”, comenta a cantora.

Mais do que dois álbuns, existe um arco narrativo bonito e coeso: da idealização à queda, até a reconstrução. É esse percurso emocional que sustenta a força da obra de Duda Beat e a consolida como uma das principais vozes do pop brasileiro atual.

“Existe um caminho muito bonito entre Sinto Muito e Te Amo Lá Fora, e eles dialogam dessa forma. São álbuns que ressoam muito, muito fortemente dentro de mim, nos palcos do Brasil e do mundo. E isso é muito importante e maravilhoso. Hoje eu celebro esses dois filhos incríveis”, conclui a artista.

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