Cidade será palco do espetáculo “A Lenda da Serpente Branca”, no dia 16 de maio,
no Grande Teatro do Minascentro.
Gênero é um dos mais tradicionais das artes cênicas chinesas, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A récita na capital mineira integra a turnê brasileira que irá passar por quatro capitais em celebração ao “Ano Cultural Brasil-China 2026.”
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A aclamada Companhia Nacional da Ópera de Pequim – considerada um dos pilares da tradição teatral chinesa – chega ao Brasil para a celebração do “Ano Cultural Brasil-China 2026”. A turnê brasileira irá passar por quatro capitais com dois clássicos do repertório: “A Lenda da Serpente” (Belo Horizonte e Salvador) e “As Mulheres Generais da Família Yang” (São Paulo e Brasília). Combinando música, canto, dança, interpretação dramática, acrobacias e artes marciais, a produção impressiona por sua linguagem cênica altamente estilizada e pelo virtuosismo no movimento físico. Os intérpretes narram histórias e expressam emoções, a partir de técnicas vocais, movimentos coreográficos e os gestos simbólicos, enquanto sequências de acrobacia e combate, inspiradas nas artes marciais, acrescentam dinamismo às cenas. Uma orquestra tradicional chinesa – composta por instrumentos característicos como o erhu, instrumento de cordas, o suona, instrumento de sopro – abrilhanta ainda mais o espetáculo.
Em Belo Horizonte, essa grande produção – ovacionada pelo público de diversos países e elogiada pela crítica internacional – apresenta única récita do espetáculo “A Lenda da Serpente Branca”, no dia 16 de maio, às 20h30, no Grande Teatro do Minascentro.
A turnê brasileira da Companhia Nacional da Ópera de Pequim é apresentada pelo Ministério da Cultura e pela CTG Brasil, com o apoio da Lei Rouanet, e realização da Dellarte, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro.
Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, a Ópera de Pequim — conhecida na China como Jingju — tem sua origem nas tradições teatrais desenvolvidas na China imperial e consolidadas entre os séculos XVIII e XIX. Ao longo do tempo, o gênero tornou-se uma das formas artísticas mais representativas da cultura chinesa, preservando narrativas históricas, lendas populares e histórias clássicas da literatura do país.
A estética da Ópera de Pequim destaca-se pelo uso de figurinos elaborados, maquiagem estilizada e adereços simbólicos que ajudam a definir a identidade e a posição social dos personagens. Esses elementos integram um sistema de códigos cênicos desenvolvido ao longo de gerações e são fundamentais nas produções da companhia. Confeccionados manualmente por artesãos especializados, os figurinos apresentam cores intensas e detalhes intrincados que refletem a personalidade e o status dos personagens, enquanto adereços como espadas, leques e lenços reforçam gestos e movimentos durante as cenas, contribuindo para a atmosfera visual característica desse gênero teatral.
Essa combinação de música, teatro e virtuosismo físico impressiona plateias em diferentes partes do mundo. Em artigo publicado pelo jornal britânico The Guardian, a crítica descreveu a experiência de assistir à Ópera de Pequim como “a formidável coordenação e energia de um complicado número acrobático chinês”, observando que “há poucas coisas comparáveis a ela no Ocidente”. Já o jornal The Times destacou que “na Ópera de Pequim, o refinamento da alta arte encontra a diversão da arte popular, com movimentos estilizados, humor e ação em uma explosão de entretenimento”.
Programa (Belo Horizonte) – O espetáculo “A Lenda da Serpente Branca” apresenta uma das histórias mais conhecidas do folclore chinês. A trama acompanha o amor entre a Dama Branca, espírito de uma serpente que assume forma humana, e o jovem Xu Xian, com quem se casa após um encontro às margens do Lago Ocidental. O relacionamento desperta a oposição do monge Fahai, que considera a união entre um humano e um espírito uma violação das leis naturais. A narrativa mistura romance, elementos sobrenaturais e cenas de forte expressividade cênica.
Companhia Nacional da Ópera de Pequim – Fundada em 1955 e vinculada ao Ministério da Cultura e Turismo da República Popular da China, a Companhia Nacional da Ópera de Pequim reúne alguns dos principais intérpretes e criadores dedicados à preservação e ao desenvolvimento da Ópera de Pequim. Seu primeiro presidente foi Mei Lanfang, um dos maiores mestres da história desse gênero e figura central na difusão internacional da arte chinesa.
Ao longo de sua trajetória, a companhia construiu um repertório com mais de 500 obras, entre peças tradicionais, narrativas históricas e criações contemporâneas. Suas produções são apresentadas regularmente em turnês internacionais, levando a tradição da Ópera de Pequim a palcos de diversos países e contribuindo para o intercâmbio cultural entre a China e o restante do mundo.
Com o reconhecimento da Ópera de Pequim como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a companhia passou a ser considerada internacionalmente como um importante baluarte na preservação e divulgação dessa forma de arte, com um vasto repertório inspirado na história, no folclore e na cultura chinesas.
Sobre a CTG BRASIL
Uma das maiores geradoras de energia do País, conta com a dedicação de seus talentos locais e está comprometida em contribuir com a matriz energética brasileira, pautada pela responsabilidade social e respeito ao meio ambiente. A empresa tem investimentos em 15 usinas hidrelétricas, 12 parques eólicos e um complexo solar, com capacidade instalada total de 9 GW. Criada em 2013, é controlada indireta da China Three Gorges Corporation, uma das líderes globais em geração de energia limpa.
Definido em 2024, ano em que foi celebrado a comemoração dos 50 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre o Brasil e a China, o “Ano Cultural Brasil-China” tem um de seus principais focos na disseminação cultural, e a Ópera de Pequim, que reúne o encanto das tradições e da cultura chinesa, não poderia ficar de fora. “A valorização da diversidade cultural e o fortalecimento das relações entre Brasil e China é um dos pilares de atuação da nossa estratégia de investimento social e parte do nosso compromisso de longo prazo com o País. Apoiar a turnê brasileira da Ópera de Pequim, durante o Ano Cultural Brasil-China 2026, é uma forma de reforçar o intercâmbio cultural e aproximar ainda mais os dois países”, afirma Luís Fernando Lisboa Humphreys Gerente Sênior de Estratégia e Sustentabilidade da CTG Brasil.
Sobre a Dellarte
Uma das maiores produtoras de soluções e eventos culturais do país, atuando na área da música clássica, jazz e artes performáticas há mais de 40 anos, a Dellarte já realizou mais de 1.500 apresentações para mais de 3 milhões de pessoas, trazendo para o Brasil o que há de mais emocionante no cenário cultural ao redor do mundo. John Malkovich, Jessye Norman, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo, José Carreras, Montserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, Kathleen Battle, Balé do Teatro Bolshoi, New York City Ballet, Balé do Teatro Mariinsky – Kirov, Ballet da Ópera Nacional de Paris, MOMIX Dance Theatre, Martha Argerich e Nelson Freire, Mstislav Rostropovich, Evgeny Kissin, Lang Lang, Yuja Wang, Itzhak Perlman, Joshua Bell, Yo-Yo Ma, City of Birmingham Symphony Orchestra com Sir Simon Rattle, New York Philharmonic com Kurt Masur, Royal Philharmonic Orchestra, Filarmônica de Viena, Companhia Antonio Gades, Cia Joaquim Cortez, Ballet do Teatro Scala de Milão, Kamasi Washington, Bobby McFerrin, Keith Jarrett, Paco de Lucía e Chick Corea são alguns dos nomes que já se apresentaram no Brasil pelas mãos da Dellarte.
SERVIÇO
Companhia Nacional da Ópera de Pequim – Ano Cultural Brasil-China 2026
Apresentada por Ministério da Cultura, Brasil e CTG Brasil
Realização: Dellarte / Ministério da Cultura – Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro
Espetáculo “A Lenda da Serpente Branca”
Dia 16 de maio, sábado, às 20h30
BeFly Minascentro
(Av. Augusto de Lima, 785 – Centro)
Ingressos:
Setor 1: R$ 120,00
Setor 2: R$ 100,00
Superior / Ingressos populares: R$ 50,00
Vendas: site da Dellarte e na bilheteria do teatro
Duração: 1h50min com intervalo de 15min.













