Beyoncé responde críticos de “Formation”

beyNa sua entrevista de matéria de capa da revista Elle, Beyoncé falou sobre o significado da palavra “feminismo”, como sua mãe a motiva e respondeu aos críticos do clipe de “Formation”.
Leia abaixo.

Sobre feminismo:
“Eu coloquei a definição de feminismo na minha música [“Flawless”] e na minha turnê não como propaganda ou para declarar ao mundo que eu sou uma feminista, mas para esclarecer o seu verdadeiro significado. Eu acho que as pessoas não sabem ou entendem o que é ser feminista, mas é muito simples. É alguém que acredita em direitos iguais para homens e mulheres. Eu não entendo a conotação negative da palavra ou por que ela deveria excluir o sexo oposto. Se você é um homem que acredita que a sua filha deva ter as mesmas oportunidades e direitos que o seu filho, então você é feminista. Nós precisamos que homens e mulheres entendam as contradições que ainda existem no mundo e precisamos ter uma conversa de verdade para que possamos começar a fazer mudanças. Pergunte a qualquer um, homem ou mulher: ‘Você quer que a sua filha tenha US$ 0,75 quando ela merece US$ 1?’ Qual você acha que deveria ser a resposta? Quando falamos sobre igualdade de direitos, há problemas que atingem as mulheres de maneira desproporcional. É por isso que eu queria trabalhar com a [organização filantrópica] Chime For Change e Global Citizen. Eles entendem como questões relacionadas à educação, saúde e saneamento em todo o mundo afetam toda a existência de uma mulher e a de seus filhos. Eles estão colocando programas em vigor para ajudar as jovens que literalmente enfrentam a morte porque querem aprender, e para impedir as mulheres de morrer durante o parto porque não há acesso a cuidados de saúde. Trabalhando para fazer com que essas desigualdades sumam é ser feminista, mas mais importante ainda, faz de mim uma humanista. Eu não gosto ou apoio qualquer rótulo. Eu não quero que me chamar de feminista faça isso ser uma prioridade sobre o racismo ou o sexismo ou qualquer outra coisa. Eu só estou exausta de rótulos e cansada de ser enquadrada. Se você acredita em direitos iguais, da mesma maneira como a sociedade permite que um homem expresse o seu lado sombrio, que expresse sua dor, a sua sexualidade e sua opinião, eu acho que as mulheres têm os mesmos direitos”.

Sobre as lições que seus pais lhe ensinaram:

“Tantas… o dom de ser generosa e cuidar de outros. Isso nunca me abandonou. Eu também aprendi que o seu tempo é o bem mais valioso que você possui e que você tem que usá-lo com sabedoria. Meus pais me ensinaram a ralar duro e de maneira inteligente. Ambos eram empresários; eu os vi lutar e trabalhar 18 horas por dia. Eles me ensinaram que nada que valha a pena ter vem fácil. Meu pai dava ênfase a disciplina e foi duro comigo. Ele me incentivou a ser uma líder e uma pensadora independente. Minha mãe me amou incondicionalmente, então eu me senti segura o suficiente para sonhar. Com ela eu aprendi a importância de honrar sua palavra e compromissos. Uma das melhores coisas da minha mãe é a sua capacidade de sentir quando eu estou passando por um momento difícil. Ela me envia mensagens de texto com as orações mais poderosas e elas sempre vêm bem quando eu preciso delas. Eu estou conectada por um wi-fi emocional a ela”.

Sobre encontrar seu poder na época de Destiny’s Child:

“Eu diria que eu descobri o meu poder após o primeiro álbum de Destiny’s Child [Destinys Child, lançado em 1998]. A gravadora não acreditava que éramos estrelas pop. Eles nos subestimaram e, por causa disso, eles permitiram que escrevêssemos nossas próprias músicas e tratamentos de vídeo. Isso terminou sendo a melhor coisa porque foi quando eu me tornei uma artista e assumi o controle. Não foi uma coisa consciente. Foi porque nós tivemos uma visão de nós mesmos e ninguém realmente se importava em saber qual era a nossa visão. Por isso, criamos na nossa própria e quando foi bem sucedida, eu percebi que tínhamos o poder de criar qualquer visão que quiséssemos para nós mesmas. Nós não tivemos de passar por outros compositores e nem de nos submetermos aos planos da gravadora. Nós tínhamos o poder de criar essas coisas nós mesmas”.

Sobre a crítica que o clipe de “Formation” recebeu:

“Eu sou uma artista e acho que a arte mais poderosa geralmente é mal interpretada. Mas qualquer um que recebe a minha mensagem como anti-polícial está completamente enganado. Eu tenho tanta admiração e respeito por policiais e pelas famílias dos policiais que se sacrificam para nos manter seguros. Mas vamos ser claros: eu sou contra a brutalidade policial e injustiça. Essas são duas coisas separadas. Se celebrar as minhas raízes e cultura durante o mês de Black History deixou alguém desconfortável, esses sentimentos estavam lá muito antes de um vídeo e muito antes de mim. Estou orgulhosa do que nós criamos e eu estou orgulhosa de fazer parte de uma conversa que está empurrando as coisas para a frente de uma forma positiva”.

Billboard

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