Vida digital em excesso na quarentena pode causar “Dismorfia Instagram”

Foto: Divulgação

Cirurgião Plástico alerta sobre distúrbio que faz com que jovens busquem procedimentos estéticos (reais) para se aproximarem de suas versões perfeitas em selfies com filtros de beleza

Segundo artigo publicado em 2019 pelo Journal of The American Society of Plastic Surgens, selfie perfeita pode causar Dismorfia Instagram; ou TDC (Transtorno Dismórfico Corporal) distúrbio que faz com que os millenials, ou jovens desta geração, busquem procedimentos estéticos (reais) para se aproximarem ao máximo de suas versões aprimoradas com filtros de apps como Instagram e Snapchat.

“Ainda que pareçam inofensivos e usados como forma de entretenimento, os filtros são preocupantes, uma vez que possibilitam uma “versão online” com proporções perfeitas e simétricas, estabelecendo assim um padrão de beleza ilusório e praticamente inatingível”, afirma o Dr. Alan Landecker, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Segundo o especialista, estas ferramentas causam intenso sofrimento às pessoas, que a cada dia tornam-se mais insatisfeitas com o próprio corpo e tomam medidas extremas para mudar suas imperfeições, recorrendo às cirurgias plásticas.

O problema pode se agravar durante a pandemia da covid-19, já que as pessoas ficam mais tempo conectadas durante o isolamento social, e consequentemente, passam a se autoavaliar ainda mais.

Dados da Academia Americana de Cirurgia Facial Plástica e Reconstrutiva de 2019 apontam que 55% dos cirurgiões relataram ter visto pacientes solicitando procedimentos para “melhorar sua aparência em selfies”, um aumento de 13% em relação ao estudo anterior. No ano passado, o percentual era de 42%.

É importante lembrar que as selfies também contribuem para mudar a percepção que os jovens têm do próprio rosto. O ângulo em que se tira a foto no modo selfie não favorece os traços, pelo contrário, até os distorce. “Quando se aproxima muito o celular do rosto, por exemplo, o nariz na foto acaba saindo mais largo do que ele realmente é. Se a intenção é recorrer a uma cirurgia, solicitamos que os pacientes peçam a alguém para os fotografarem de longe e a partir disto, avaliamos se a queixa é pertinente”.

O alerta é válido também para as pessoas que recorrem às cirurgias inspirando-se na beleza de celebridades. “Basta pensar que as atrizes, modelos e digital influencers possuem imperfeições como todos e que há enorme diferença entre o que é visto offline e suas versões postadas nas redes sociais, onde o photoshop, em sua maioria, impera”, conclui.

Dr. Alan Landecker, Cirurgião Plástico – Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da (Sociedade Internacional de Rinoplastia) com cerca de 20 anos de experiência. É formado em medicina e cirurgia geral pela Universidade de São Paulo (FMUSP) CRM-SP 87043 e em Cirurgia Plástica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Clínica Ivo Pintanguy. Especialista em Rinoplastia estruturada primária e secundária (Rhinoplasty Fellow) pela University of Texas Southwestern em Dallas, Texas, EUA, sob o Dr. Jack P. Gunter. É precursor da Rinoplastia Balanceada, que tem por base utilizar a técnica inovadora de piezoelétrica (ultrasônica) aliada às técnicas cirúrgicas de rinoplastia estruturada e preservadora com o objetivo de realizar uma cirurgia capaz de oferecer o máximo de previsibilidade, com o menor trauma cirúrgico possível e minimizar as chances de complicações, além de facilitar eventuais reoperações. www.landecker.com.br

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