Sandro César Toledo decidiu apostar em um dos principais símbolos econômicos do Sul de Minas para ampliar a visibilidade da Minas Agrotec, em Varginha. Na primeira edição da feira, o organizador apresentou um coador gigante de 10 metros para preparar o maior café coado de Minas Gerais, em uma ação pensada para unir tradição regional, impacto visual e circulação de público.
A estrutura chama atenção pelos números. São aproximadamente 100 metros de pano, 250 quilos de pó de café e entre 3 mil e 5 mil litros de água quente. A expectativa da organização é distribuir até 30 mil copos, transformando a operação em principal ativo de atração da feira agro realizada no município.
Por trás do apelo popular, a execução exigiu planejamento técnico e logística de grande porte. A água foi transportada em caminhão térmico e bombeada até o topo da estrutura, com tubulações adaptadas para suportar altas temperaturas. Segundo Sandro César Toledo, o maior desafio esteve na operação do sistema, desde a subida do pó ao alto do coador até a manutenção do calor necessário para o preparo em larga escala.
Mais do que uma ação de efeito, a iniciativa reforça uma estratégia de posicionamento. Ao transformar o café em experiência pública, a Minas Agrotec procura destacar a ligação de Varginha com a cafeicultura, ampliar o alcance do evento e dar forma concreta a uma vocação econômica já consolidada na região. Em vez de apenas repetir a relevância do setor, a feira decidiu traduzi-la em imagem, escala e presença de público.
Realizada no Centro de Eventos Mauro Brito, a Minas Agrotec tem entrada gratuita e reúne diferentes segmentos do agronegócio. Ao colocar o café no centro da experiência, Sandro César Toledo faz uma aposta clara: usar um ativo identitário da região para fortalecer a marca do evento e ampliar a projeção de Varginha no circuito agro.












