Banda mistura samba, groove, afrobeat e poesia urbana em projeto gravado ao vivo que destaca sua força de palco e sua identidade artística
A música brasileira sempre encontrou sua maior riqueza na mistura. E é justamente desse encontro entre ritmos, referências e experiências que nasce o novo trabalho da Chinela Voadora. A banda acaba de lançar “Ao Vivo na Chacrinha”, audiovisual gravado em São Paulo que transforma a energia de suas apresentações em uma experiência marcada por brasilidade, performance e conexão coletiva.
Mais do que registrar um show, o projeto busca capturar a essência da banda em cena. O repertório revisita as faixas do álbum homônimo lançado neste ano, dando nova dimensão às composições através da força visual, da interação entre os músicos e da atmosfera construída durante a gravação.
Entre percussões marcantes, metais vibrantes e letras inspiradas pelo cotidiano urbano, a Chinela Voadora apresenta uma sonoridade que passeia pelo samba, pela música afro-brasileira, pelo afrobeat, pelo soul e por diferentes ritmos populares, criando uma identidade que une tradição e contemporaneidade.
“A gente queria registrar exatamente o que acontece quando a banda sobe ao palco: essa troca intensa, coletiva e muito brasileira. O audiovisual nasce desse desejo de eternizar a energia do encontro”, afirma a vocalista Natalia Koike.
Gravado na Chacrinha, em São Paulo, o projeto valoriza justamente a espontaneidade das apresentações ao vivo. A proximidade entre os músicos e o ambiente intimista ajudam a reforçar a sensação de pertencimento que acompanha a experiência da banda nos palcos.
Ao longo do audiovisual, as canções ganham novos contornos através da iluminação, da movimentação de palco e da linguagem visual desenvolvida para ampliar a força emocional das músicas. O resultado é um trabalho que vai além da execução musical e transforma cada faixa em uma experiência sensorial.
“Existe uma liberdade muito grande na forma como misturamos ritmos, referências e sentimentos. Esse trabalho mostra a nossa essência sem filtros”, destaca Natalia.
Desde sua formação, em 2017, a Chinela Voadora vem construindo uma trajetória pautada pela valorização da música brasileira e pela experimentação sonora. Em 2023, lançou o álbum “Samba Urbano”, trabalho que apresentou composições inspiradas pelas dinâmicas das grandes cidades e que foi levado ao festival internacional Jazz A La Calle, no Uruguai.
Já em 2024, a banda mergulhou nas raízes do samba com “Gafieira Voadora – Ao Vivo”, projeto que homenageou artistas como Arlindo Cruz, Alcione, Clara Nunes, Jorge Aragão e Benito Di Paula. Agora, com “Ao Vivo na Chacrinha”, o grupo amplia essa trajetória e reafirma seu compromisso com uma música brasileira viva, plural e conectada ao presente.
Para o músico e diretor musical Marcos Braga, o audiovisual representa uma síntese da proposta construída pelo grupo ao longo dos anos.
“A Chinela Voadora nasce da mistura. Tem samba, tem groove, tem rua, tem festa e também reflexão. A gente acredita muito nessa música feita em conjunto, no calor humano do palco”, afirma.
Com produção da Nacho Produções, o projeto reúne Marcos Braga, Tatá Brasilina e Danilo Ferreira na produção musical. A formação da banda conta com Natalia Koike (voz), Zeus Brito (guitarras), JP Bass (contrabaixo), Ricardo Teles (bateria), Tatá Brasilina (percussões), Joab Estevão (saxofone), Marcos Braga (trompete) e Evandro Bezerra (trombone).
Em um momento em que a música ao vivo ganha cada vez mais relevância como experiência cultural, “Ao Vivo na Chacrinha” surge como um retrato da força dos encontros e da capacidade que a música brasileira tem de reunir diferentes influências em uma mesma celebração.















