Isabelle Ribas fala sobre assédio sexual de sua personagem na série #MeChamadeBruna

A Segunda temporada da série #MeChamaDeBruna da Fox Premium traz aos espectadores um tema cada vez mais atual e recorrentes: O assédio sexual de menores.
Esse delicado assunto foi abordado através da personagem Ketlyn interpretada pela atriz Isabelle Ribas.
Na trama, A menina de 12 anos sofre assédio por parte do seus tio Reginaldo (Augusto Madeira) quando passa a morar em sua casa.
“Ketlyn demora a entender o que está acontecendo porque para ela o tio era uma figura protetora, mas quando percebe o assédio ela se apavora e foge.” relata Isabelle
A sensibilidade da direção de Octávio Scopelliti, a expertise da preparadora de elenco Estrela Strauss, a confiança gerada pelo ator que interpretou o assediador e a maturidade da atriz mirim, foram os ingredientes que possibilitaram o sucesso da abordagem.
“Me senti totalmente à vontade em cena. Eu sabia exatamente o que estava acontecendo e nada foi escondido de mim. Tivemos antes das gravações um período de preparação onde debatemos o assunto estudamos as cenas com nossa preparadora, Estrela Strauss, o que me ajudou muito. Aliás a Estrela foi importantíssima para todos os atores da série pois vários temas delicados foram abordados. No meu caso, assédio, prostituição e homossexualismo. Os três assuntos de alguma forma atingiram minha personagem.
A série mostra que o assédio deve ser conversado com as crianças pois o perigo está aí e por incrível que pareça vem de pessoas próximas. Nós crianças devemos saber quando a aproximação não é normal e também como nos defender.” diz a Isabelle.
Com efeito a violência contra crianças e adolescentes são mais comuns do que se imagina. Dados demonstram que em 95% dos casos são praticados por pessoas conhecidas das crianças, e em 65% do próprio grupo familiar, por quem a criança tem afeto. O abusador gradativamente envolve a criança pra ganhar confiança e garantir o silêncio. Em tenra idade, muitas vezes a vítima não entende o ato como agressão o que posteriormente pode gerar sentimento de culpa e vergonha pois o agressor ou agressora não raro manipula emocionalmente a criança deixando profundas marcas emocionais.
O Disque 100 (Disque Direitos Humanos) do Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos e o aplicativo Proteja Brasil, disponível para IOS e Android, são os principais meios de denúncia dos crimes envolvendo crianças e jovens. Apenas em 2015 e 2016, 37 mil casos de denúncias de violência sexual na faixa etária de 0 a 18 anos foram recebidos pelo Disque 100. Em 2016 foram 17,5 mil casos. A maior parte das denúncias, 72% de crimes de abuso sexual e 20% de exploração sexual. As demais ligações estavam relacionadas a outras violações como pornografia infantil, sexting, grooming, exploração sexual no turismo, estupro.
Cerca de 67,7% das crianças e jovens que sofrem abuso e exploração sexuais são meninas. Os meninos representam 16,52% das vítimas. Os casos em que o sexo da criança não foi informado totalizaram 15,79%.
Os dados sobre faixa etária mostram que 40% dos casos eram referentes a crianças de 0 a 11 anos. As faixas etárias de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos correspondem, respectivamente, 30,3% e 20,09% das denúncias. Já o perfil do agressor aponta que em 62,5% eram homens adultos dos quais em 42% dos casos na faixa etária de 18 a 40 anos como principais autores dos casos denunciados.

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