Quando o ‘old school’ dita as regras do amanhã: a cápsula do tempo do Estúdio Urutu

Série audiovisual resgata o registro 100% analógico chega ao streaming com distribuição da Algohits: Gravado no Centro de SP no Estúdio Urutu, o projeto URUTU FITAS apresenta uma curadoria de oito artistas em lançamentos mensais iniciados em abril

Se você é do time que acredita que nada substitui o calor de uma fita magnética girando, o novo projeto do Estúdio Urutu em parceria com a Algohits vai direto ao ponto. Na contramão da perfeição milimétrica (e muitas vezes fria) dos softwares modernos, a série audiovisual URUTU FITAS chega para provar que o som visceral do take único e o rigor técnico 100% analógico ainda são os melhores caminhos para a verdade sonora. O objetivo é claro: desafiar a estética digital dominante e transportar a textura orgânica do rolo de fita diretamente para o ecossistema do streaming global.

A vitrine deste ecossistema é a série URUTU FITAS, um projeto audiovisual que captura oito artistas expoentes em performances de take único,A experiência foi pensada para ser imersiva: enquanto a fita girava, o público presente nos demais ambientes do estúdio acompanhava tudo em tempo real. Essa vibração de “show ao vivo” foi capturada pelas lentes de Willian Paiva e Julia Missagia, criando um conteúdo audiovisual com lançamentos mensais. A série já está em curso nas plataformas digitais, tendo inaugurado o catálogo com Carol Maia (ao vivo), lançado em 09 de abril, seguido por Lau e Eu (ao vivo), que chegou ao público em 07 de maio.

No silêncio de uma sala de 26 m² no Centro Histórico paulistano, o som de um botão físico sendo pressionado marca o início de um processo que ignora a automação digital: a impossibilidade do erro. É sob a premissa de autenticidade, entrega e nenhum botão de “desfazer” que o Estúdio Urutu se afirma como a referência técnica da gravação em fita no Brasil. Localizado entre o caos do Terminal Bandeira e a arquitetura da República, o espaço opera 100% sem computadores para registrar ícones como Toninho Horta, pilar do Clube da Esquina e autor de clássicos como ‘Manuel, o Audaz’ e ‘Beijo Partido’; Zezé Motta, atriz histórica e voz marcante de sucessos como ‘Senhora Liberdade’ e ‘Magrelinha’; Alaíde Costa, a dama da Bossa Nova e intérprete definitiva de ‘Onde Estás’; além do renomado produtor norte-americano Adrien Young, mente por trás do prestigiado projeto global Jazz Is Dead.

A engenharia de som utiliza um mixer Soundcraft Ghost de 24 canais– uma mesa onde cada instrumento é ajustado manualmente, como se fosse uma “central de controle” do áudio e imortalizado em um gravador de fita Tascam ATR80 –  tape recorder que registra o áudio em fita magnética, isso quer dizer: um formato old school e muito cuidadoso. Conforme explica Otavio Cintra, diretor técnico do espaço: “A fita magnética propõe uma estética que o digital perdeu. No Urutu, buscamos aquela compressão natural e o calor harmônico que só o processo analógico entrega.” O método já foi validado por passagens de nomes como Linn da Quebrada, Don L, Cachorro Grande e Jadsa.

O projeto opera como um registro histórico para músicos que buscam a fidelidade da dinâmica ao vivo, preservando a textura orgânica que o processamento digital costuma nivelar. Sob a curadoria de Vicente Barroso, a série seleciona talentos com domínio técnico para o desafio do registro magnético, como Curumin, Di Mello, Djalma Correia, Eliane Pittman, Wander Wildner, Edy Star e Veronica Valentino. “O URUTU FITAS é pensado para registrar artistas que vivem hoje grandes momentos de maturidade e buscam a força que um take único imprime na identidade do fonograma”, pontua Barroso.

Conforme destaca Aline de Miranda, estrategista da parceria: “Estamos educando o algoritmo com som real. Levamos o cuidado técnico do Estúdio Urutu para o streaming, garantindo que a produção se transforme em performance e alcance digital.” É este acompanhamento próximo que permite que a sonoridade de artistas como Luísa e os Alquimistas, Ayo Tupinambá, Jorge Degas e Próspero Albanese chegue às plataformas preservando a integridade física do rolo de fita.

E pra isso tudo funcionar no ambiente digital a Algohits faz seu papel convertendo essas mídias físicas em dados e lançando esses materiais no formato digital. “A grande jogada é darmos o valor e a importância que o analógico merece sem perder a potência da distribuição em larga escala que só o digital hoje viabiliza” comenta Ivan Staicov, manager da Algohits. Esse é o mercado fonográfico de hoje. Tudo pode ser lançado em escala, mas poucas coisas são feitas com esse cuidado e estratégia.

Ouça e assista aqui: Canal Estúdio Urutu 

Institucional: ALGOHITS / INSTAGRAM ALGOHITS 

Contato: ar@algohits.com.br

Urutu: SITE URUTU |INSTAGRAM URUTU

Contato: ESTUDIOURUTU@GMAIL.COM

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